01 - Failure
02 - As I
Walk, As I Talk
03 - That Kid Is Me
04 - Scooter Days
05 - We Aint
Changing 06 - Sorry
07 - Every Day
08 - Talk
09 - Hangover
In P.G.
10 - Pick It Up
11 - No Denial
12 - Friendship 97
O primeiro lançamento da
Barulho mostra logo a que veio o selo. O quinteto pontagrossense com
base em Curitiba (apesar dos ensaios serem sempre em P.G.) vem nesse
seu debút fonográfico mostrar o seu punk rock revival
na linha de bandas como Bad Religion, Descendents e NOFX. Mesmo não
tendo se livrado totalmente do estigma do Confusion Oba!, quando faziam
um som mais, digamos, engraçadinho, com skazinhos tipo Millencolin,
a banda já dá sinais de amadurecimento ao longo das 12 faixas do CD.
Com Rodrigo ainda no baixo, e com Pillatti e seu irmão Rafael nas
guitarras, a banda é entrosada, criativa e ainda tiveram sorte de
ter um estúdio muito bom em sua cidade-natal. A bateria de Kléber
é firme e constante em todos os momentos, velozes ou marcados, mas
o grande destaque fica mesmo por conta do vocalista Fabian. Sabe aquele
timbre de voz consagrado por Greg Graffin (Bad Religion) e seguido
à risca por dezenas de vocalistas das levas de bandas californianas
posteriores? Some-se a essa semelhança um leve anasalamento da voz
e um senso de harmonia adquirido com bandas de metal (!) melódico
e principalmente, para um vocalista brasileiro de uma banda que elegeu
o inglês como seu idioma, a vantagem de falar fluentemente o idioma
de Shakespeare. Tudo isso garante uma agradável sensação de ouvir
e entender perfeitamente as letras, sem aquele sotaque defeituoso
de muitos vocalistas brasileiros que cantam em inglês. As músicas
seguem a cartilha básica das influências da banda, com boas sacadas
de guitarras. Destaque para "As I Walk, As I Talk", praticamente
um hit-single, "Scooter Days" (hit nos shows, de autoria
de Júlio Linhares e já regravada pelo Cola) e a emocionante "We
Aint Changing", sobre a apatia e conformismo das pessoas
frente à rotina e às imposições da sociedade.